PEDRAS E VIDROS: ARQUITETURA GÓTICA, UMA PROPOSTA IDEOLOGIZANTE DO HOMEM E DA MULHER MEDIEVAL

Daniel Felipe Jacobi, Adilson Cristiano Habowski

Resumo


O presente ensaio propõe analisar, através de pesquisa bibliográfica e da metodologia histórico-hermenêutica, os intentos da erupção da arquitetura Gótica, a partir dos séculos XII e XIII, como um meio ideologizador religioso, ou aquilo que Adorno e Horkheimer posteriormente, dentro do contexto moderno e de mercado neoliberal, denominaram de indústria cultural.  A arquitetura Gótica, assim denominada pejorativamente pelos Renascentistas por ser uma arte criada pelos godos e não fazer uso das mais elementares figuras geométricas, representa uma passagem de uma tipologia de uma Igreja militar, com aspectos de fortaleza, para uma tipologia de igreja suntuosa, opulenta. Esse novo modo de projetar as Igrejas, propunha-se, por meio de pedras e vidros, levar o homem a uma experiência metafísica com o transcendente. Esse fenômeno atraiu o homem e a mulher medieval novamente a esfera eclesial, mas não de maneira a assumir concretamente o projeto cristão e, sim pelo fator ideologizante que a beleza das Igrejas Góticas transmitia, reflexo da indústria cultural. Se nas edificações românicas o homem medial sentia-se protegido por Deus, nas edificações Góticas ele sentia-se, ilusoriamente, junto a Deus.

Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

 

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

ISSN 2358-0550


Rua Amadeo Rossi, 467
Morro do Espelho - São Leopoldo - RS - Brasil
CEP 93.030-220 - Tel.: +55 51 2111 1400